sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Amor...

Tem aquela música do Legião - "quem inventou o amor, me explica por favor".
Deve ser uma piada cósmica, mas essa música chama-se Antes das Seis... Mas apenas eu entendo o porque desta ironia...
Talvez o amor seja o Graal... Talvez o busquemos a vida inteira, pensando nele como uma rica taça de ouro cravejada com pedras preciosas. E, já que estamos falando de metáforas, por que não lembrar de Indiana Jones... Buscamos a taça dourada, mas o amor é aquela humilde caneca entalhada na madeira... Talvez uma tigela de barro...
Há muitos anos fechei meu coração. Em mais uma paráfrase de Legião Urbana,
Se a paixão fosse realmente um bálsamo
O mundo não pareceria tão equivocado
Te dou carinho, respeito e um afago
Mas entenda, eu não estou apaixonado
A paixão já passou em minha vida
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim
Uma dor triste, um coração cicatrizado
E olha que tentei o meu caminho
Mas tudo agora é coisa do passado
Quero respeito e sempre ter alguém
Que me entenda e sempre fique a meu lado
Mas não, não quero estar apaixonado

A paixão quer sangue e corações arruinados
E saudade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago
E essa escravidão e essa dor não quero mais
Quando acreditei que tudo era um fato consumado
Veio a foice e jogou-te longe
Longe do meu lado
Não estou mais pronto para lágrimas
Podemos ficar juntos e vivermos o futuro, não o passado
Veja o nosso mundo
Eu também sei que dizem
Que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado
Essa música é tão absurdamente parecida com o que eu sinto, mesmo em sua dicotomia, que não seria justo não reproduzi-la na íntegra.
Hoje... Estou apaixonada... Por alguém que não conheço, e que acho que foi embora. Sinto saudades, a dor um dia vai passar, ele vai fazer parte da minha estória... Ou talvez não. A única certeza é que vou sobreviver, eu sempre sobrevivo. E sempre pago o preço...
V. Fernandes

sexta-feira, 2 de julho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

Vai com os Anjos... Vai em Paz...


Hoje faleceu uma pessoa querida...
Morte trágica, injusta...

Em dias assim me pergunto porque os
bons morrem antes... Tanta gente ruim nesse mundo...

E os bons morrem jovens...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O papel de Marina

Saiu no Jornal on line Migalhas Política & Economia na Real, nº 105, de terça-feira, 15 de junho de 2010.
por Francisco Petros e José Marcio Mendonça
Para a saúde da política brasileira - e a própria sanidade do futuro governo -, depois da "comoditização" do debate eleitoral promovido pelos candidatos mais bem colocados nas pesquisas, ganha crucial importância a presença verde de Marina Silva na disputa. Deverão ser dela, no bom sentido, as melhores provocações para o debate, a introdução nas discussões de temas novos que não apenas as prioridades de praxe (educação, saúde, segurança), além do espírito verde que ela já despertou nos adversários. Principalmente, Marina será a consciência oculta da sociedade a atazanar a consciência excessivamente pragmática dos oposicionistas, liderados pelos tucanos, e dos governistas, comandados por Lula. Por imposição da livre atiradora, os dois serão obrigados a discutir - e a assumir compromissos que não pretendiam assumir e que pode lhes causar constrangimentos com aliados mais vorazes e menos comprometidos com a ética política. Marina é a esperança de que a sucessão presidencial este ano não caia num triste e vergonhoso ramerrão, desses, como diria Nelson Rodrigues, de fazer corar até um frade de pedra.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Descompasso...

Encontrei esse texto hoje na net, e coincide exatamente com o que estou sentindo nos últimos dias:
-0-
Não sei como eu ainda fico abismado com a minha idiotice
Depois de tantos anos eu ainda não aprendi.
Toda vez que eu tiro a máscara
Invade-me a insegurança e acabo não errando apenas comigo
Mas com outras pessoas também (infelizmente).
Vivo fechando as portas que me trariam felicidade
Deveria eu ganhar um belo tapa na cara
Na verdade não, doeria menos do que agora
Não sei se terei outra oportunidade
Mas sei que resolvi redirecionar minha vida
Tenho que jogar muita coisa fora (eu por inteiro)
Sei que quem eu gostaria que lesse essas palavras
Nunca vai visualizá-las
E mesmo assim posto esse desabafo em vão
Wagner Diniz
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Soliloquy

Ser ou não ser... Eis a questão.
Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes?
Morrer... dormir... mais nada...
Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se.
Morrer... dormir... dormir... Talvez sonhar...
É aí que bate o ponto. O não sabermos que sonhos poderá trazer o sono da morte, quando alfim desenrolarmos toda a meada mortal, nos põe suspensos. É essa idéia que torna verdadeira calamidade a vida assim tão longa. Pois quem suportaria o escárnio e os golpes do mundo, as injustiças dos mais fortes, os maus-tratos dos tolos, a agonia do amor não retribuído, as leis morosas, a implicância dos chefes e o desprezo da inépcia contra o mérito paciente, se estivesse em suas mãos obter sossego com um punhal? Que fardos levaria nesta vida cansada, a suar, gemendo, se não por temer algo após a morte - terra desconhecida de cujo âmbito jamais ninguém voltou - que nos inibe a vontade, fazendo que aceitemos os males conhecidos, sem buscarmos refúgio noutros males ignorados?
De todos faz covardes a consciência. Desta arte o natural frescor de nossa resolução definha sob a máscara do pensamento, e empresas momentosas se desviam da meta diante dessas reflexões, e até o nome de ação perdem.
William Shakespeare
Hamlet

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Jardim Botânico

Então...
Depois de anos, hoje resolvi visitar um Amigo, há muito esquecido: o Jardim Botânico.
Conforme vai se aproximando o fim da faculdade de Direito, e com ele a prova da Ordem, mais tenho sentido saudades da Biologia. Sei que não é do curso, porque, muito embora eu ame a Natureza, não pretendo voltar para a Biologia. Eu amo do Direito, e encontrei nele o meu nicho.
Acabei entendendo que o que me faz falta mesmo é o contato com a Natureza. Por isso, resolvi visitar meu velho Amigo.
Acordei, tomei banho, arrumei a mochila... Coloquei um livro dentro dela, Maria Berenice Dias... Talvez apenas para que não me sentisse tão culpada... Saí, nada falei para ninguém e, simplesmente, fui para o Jardim.
Cheguei com uma maravilhosa sensação de quietude; ao entrar, resolvi abandonar todos os meus medos e paranóias urbanas, e começar caminhando pelas trilhas. É só quando você se afasta de todos os ruídos humanos, e ouve seus próprios passos, que se dá conta de que sua presença deixa mesmo uma marca na Natureza.
Ao me afastar, percebi aqueles sons que há muito não ouvia: o farfalhar da passagem dos lagartos por entre as folhas, o canto dos pássaros, o murmúrio das águas... Sons belos e indistintos que me trouxeram uma paz que não mais sentia. Essa paz voltou ao meu espírito hoje, de tal forma que nem o calor carioca me incomodou. Esse estado mental de tranqüilidade era tão evidente que um beija-flor aproximou-se de uma flor que estava apenas a uns 30cm de mim.
Lá fui sozinha... Apenas eu e meu verde Amigo. Enquanto caminhava, lembrava das palavras de Nietzsche:

Odeio seguir alguém, como também conduzir.
Obedecer? Não! E governar, nunca!
Quem não se mete medo não consegue metê-lo a ninguém,
Somente aquele que o inspira é capaz de comandar.
Já detesto comandar a mim mesmo!
Gosto, como os animais, das florestas e dos mares,
De me perder durante um tempo,
Permanecer a sonhar num recanto encantador,
E forçar-me a regressar de longe ao meu lar,
Atrair-me a mim próprio... de volta para mim.

Não, as idéias de meu atormentado filósofo jamais me abandonam... Seguem comigo, como também me acompanham os pensamentos sobre a vida: passado, presente e futuro... Tudo o que faz de alguém quem é, aquilo que nos dá sentido à própria existência. Porque é nesse vazio que consigo me encontrar, descobrir quem eu sou, e do que realmente gosto.
V. Fernandes

domingo, 31 de janeiro de 2010

Livro dos Dias

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Não esconda tristeza de mim
Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catálogo de erros
Quando precisamos de carinho
Força e cuidado

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Inquietude...

Ah, esse estado de inquietude que me acomete...
São tantas as coisas que passam pela minha mente, e tão poucas aquelas para as quais tenho alguma solução imediata... Ou para as quais sequer tenho alguma solução...
Me assalta esse estado de espírito cujo desejo pelo que é impossível se avoluma, e me consome, congelando minhas ações, e fazendo com que me acovarde diante do peso do destino.
Sem encontrar respostas, a mente viaja pelo passado, trazendo lembranças que não tranqüilizam, ao contrário, atormentam ainda mais meu âmago.
São ecos de um passado que, em meio ao presente desespero, acenam com a ilusão de que dias melhores se foram...
Ilusão...
Que maldição essa de carregar uma índole inquieta, sempre à procura daquilo que não é comum ou cotidiano, a buscar interminantemente no horizonte a satisfação dos desejos presentes, nesse tão (des)humano esforço pela felicidade...
V. Fernandes

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mesmo Assim...

Nem sempre se pode sonhar
Com aquilo que não se pode ter
Mas que regra mais idiota
Pois quando a gente sonha
É exatamente com o que não temos
E quase sempre
Com o que mais queremos
-0-
E o meu controlador de sonhos
Anda meio encabulado
Eu quis tantas coisas esse ano
Mas quase tudo ficou jogado
Às traças do meu coração
Que esconde sonhos irrealizados
-0-
Mesmo assim eu não esqueço
As promessas que eu fiz para mim
Não quero me desapontar
Mesmo assim eu não me canso de querer
O que é bom pra mim
-0-
E quando menos se percebe
O tempo passa como febre
E aquele sonho que parecia
Tão jovem e moderno
Não passa de um retrato na lembrança
Não passa de um desejo de criança
E como fruta que amadurece
E necessita de alguém que coma
A sua polpa que por dentro cresce
Lhe dando corpo e aroma
Os sonhos também apodrecem
Se com o tempo ninguém os reclama
-0-
Mesmo assim eu não esqueço
As promessas que eu fiz para mim
Não quero me desapontar
Mesmo assim eu não me canso de querer
O que é bom pra mim
-0-
Não importa se ficar
Como algo que ficou
Para se realizar
Mas não vingou
Mesmo Assim
Biquini Cavadão

domingo, 29 de novembro de 2009

Void

Hoje eu queria o silêncio
Queria o céu e as estrelas
Hoje eu queria o nada
Porque hoje estou cansada do caos
O
Hoje eu queria a maresia
Queria o cheiro do oceano
Queria deitar no convés de um veleiro
E ouvir a água batendo no casco
O
Ouvir apenas o ranger do cordame
O vento sobre as velas
Hoje eu queria a comunhão com a natureza
Hoje eu precisava do colo da Mãe
O
Porque hoje estou cansada da luta
Estou cansada da guerra
E hoje, tudo o que eu quero é o vazio
V.Fernandes

domingo, 25 de outubro de 2009

Boerboel

A grande paixão de minha infância, aliás, de toda a minha vida, são os cães. Acho que esse amor é a única coisa constante de que posso me lembrar.
Durante a infância, passei muito tempo estudando livros sobre cães e, sem falsa modéstia, houve um tempo em que eu tive um invejável conhecimento sobre raças. Ainda hoje sei bem mais que a maioria das pessoas. Atualmente não tenho mais tempo para estudar o tema como gostaria mas, sempre que posso, procuro me interar sobre as novidades do mundo cinológico.
Sempre tive uma certa sensibilidade em identificar os traços marcantes de cada raça, sendo capaz inclusive de reconhecer as feições de cada uma nos mestiços.
Ainda guardo no espírito aquele orgulho contido quando vejo um cão e identifico a raça, principalmente quando é um exemplar pouco comum. E ainda me sinto frustrada quando olho para um cão e não reconheço sua raça.
Isso aconteceu hoje. Estava assistindo ao programa do Cesar Millan, e apareceu aquele cão, de nome Nasir. Minha primeira impressão foi de arrebatamento - que belo animal! Então pensei: mastiff. Mas quando olhei de novo; não, não é. Algo na aparência daquele cão me dizia que ele não era um mastiff... Uma segunda olhada e pensei, mas sem qualquer convicção: bullmastiff?
Era um molosso poderoso, um cão maravilhoso, um verdadeiro gladiador, mas apesar de uma grande semelhança com os mastiffs, alguma coisa naquele cão era diferente... Então a legenda do programa mostrou que aquele cão era um boerboel.
Obviamente, foi uma questão de sair da sala e correr para o PC para pesquisar que raça é essa. Então descobri que é uma raça registrada pela África do Sul, desenvolvida para a guarda de propriedades e para caçar leões e elefantes.
Tendo sido a África do Sul colonizada por ingleses, não é de se surpreender que a aparência remeta aos molossos britânicos, o mastiff e o bullmastiff. Mas, ainda assim, o boerboel traz em sua conformação traços característicos, sutis, que o distinguem dos primos europeus.
Certamente, um belo animal.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Quote XXXVII

Nunca deposite a sua felicidade naquilo que voce possui. O que acontecerá se você perder tudo? Ficará muito infeliz!
Melhor é ter a felicidade como um estado de espírito, independente dos bens materiais. Isso ninguém pode lhe tirar.
Orlando Ferraz

sexta-feira, 24 de julho de 2009

John Cage

John Cage é o troubled advogado interpretado por Peter MacNicol na série Ally McBeal.
Sobre ele, já foi dito que é uma arma silenciosa, mas letal, porque ninguém é capaz de antever como aquele strange little man pode ser um litigante sagaz e imbatível.
John Cage utiliza uma estratégia que consiste, basicamente, em distrair a atenção do júri dos argumentos de seus oponentes, aliada à busca da simpatia dos jurados por meio de um diálogo no qual partilha os mais íntimos sentimentos humanos.
Em seus argumentos, conduz a narrativa e faz com que os jurados repitam a idéia que neles pretende incutir, finalizando com a bela frase - this juri please me.
Desconsertante e eficiente. Este é John Cage.

Jack McCoy

John James 'Jack' McCoy é personagem interpretado pelo ator Sam Waterston na série Law & Order, desde 1994.
Para mim, Jack McCoy é a imagem do Ministério Público. Sobre ele, costumo dizer que posso não concordar sempre com suas opiniões, mas tenho certeza de que é o homem certo para o serviço.
Com uma visão muito clara sobre o que é o Estado soberano, os argumentos de McCoy têm o claro objetivo de garantir a segurança pública e a paz social.
Definitivamente, o homem certo no lugar certo!

Alan Shore

Alan Shore é personagem da série Boston Legal (no Brasil, Justiça Sem Limites), interpretado por James Spader.
Costumo dizer que o Alan é o advogado que eu quero ser quando crescer. Extremamente inteligente, capaz de falar sobre qualquer assunto, completamente ciente da realidade do mundo moderno.
Como bom democrata que é, Alan é defensor das minorias, protetor do meio ambiente, milita contra os conflitos armados, é a favor do desarmamento.
É considerado um advogado antiético devido aos métodos muitas vezes questionáveis que usa para ajudar seus clientes. Por outro lado, Alan parece ser capaz de ajudar seus clientes e colegas advogados como ninguém, principalmente devido a sua aparente falta de medo quanto às conseqüências por suas ações ilegais. Entretanto, sua extremada inteligência e o fato de ser muito bem-informado, o ajudam imensamente em seu ofício.
Sua estratégia usual em um tribunal envolve identificar os problemas subliminares da sociedade que colocam seus clientes contra a lei e articulá-los para criar simpatia com o júri, o que frequentemente lhe garante vereditos favoráveis.
E, sempre, seus encerramentos são o ponto alto dos episódios!
Ladies and gentleman, mr. Alan Shore.

Advogados na TV

Passei boa parte da minha vida diante da TV. Sou cria dos seriados americanos, não nego. Costumo mesmo dizer que fui criada na ponte da Enterprise. Não me envergonho de assumir que as séries de TV tiveram ampla participação na formação da minha personalidade e do meu caráter.
Nos últimos tempos, por óbvio, tenho assistido a muitas séries que enfocam escritórios de advocacia. Algumas sérias, outras grandes comédias. Porém, em todas elas, há advogados que me encantam por sua eloqüência.
Costuma-se dizer que o Direito é a arte da palavra. Todos nos encantamos com os belos discursos proferidos pelos advogados do cinema. É quase um choque descobrir que no Brasil o discurso é quase que apenas escrito, quando nos EUA, o sistema anglo-saxão permite a esses profissionais o verdadeiro exercício da oratória, fazendo com que razão e emoção produzam belos discursos.
Talvez seja por isso que não se produz filmes sobre advogados no Brasil...
Pois é justamente esse belo uso do léxico que me encanta, e é por causa destes personagens que assisto a várias séries - às vezes, apenas para ouvir seus encerramentos!
Colocarei alguns aqui, uma humilde homenagem aos reis do verbo.