Viviane Fernandes
Tire de um viciado a sua droga e ele ficará completamente perdido...
Pois é exatamente assim que eu me sinto nas férias - perdida!
Todo semestre eu faço planos de estudar, rever a matéria já lecionada, adiantar a leitura para o próximo semestre... Mas a verdade é que gasto metade das minhas férias com qualquer outra coisa. Acho mesmo que o cérebro fica num estado de geléia, e precisa de um descanso para retornar à forma.
E, por descanso, entenda coisas absolutamente idiotas. E foi assim que hoje acabei em um site esotérico, zapeando por horóscopos alternativos. Não que eu acredite nisso. Na verdade, não acredito nem deixo de acreditar, essa coisa não norteia a minha vida. Porém, de vez em quando eu gosto de brincar, até para tentar entender o que algumas pessoas vêem de tão especial nisso.
E foi justamente em um destes sites que vi a informação de que a flor referente ao signo de Touro é a papoula. Em outro, em um certo horóscopo das flores, descobri que o meu signo é representado pela flor do hibiscus.
Particularmente, fiquei chateada, porque acho essas flores muito sem graça. Não que eu seja amante das rosas... Pessoalmente, penso que são muito extravagantes, com todo aquele arranjo das pétalas; são lindas, sim, mas pedantes.
Eu sou apaixonada pelas bromélias. São rústicas, selvagens, espinhosas, inóspitas. Além disso, minha fruta preferida no mundo é uma bromélia.
No entanto, em termos de flores, admiro a beleza, o erotismo e a complexidade das orquídeas.
Mas, voltando às papoulas e aos hibiscus, a curiosidade fez com que eu procurasse coisas sobre eles.
Uma singularidade acerca das papoulas é que ela é associada a algumas divindades gregas, tais como Hipnos, deus do sono; Nix, deusa das trevas. Além disso, é a partir da flor da papoula que se produz o ópio e a morfina.
Já com relação ao hibisco, aparentemente o chá produzido a partir dos cálices de suas flores tem propriedades dietéticas, promovendo a redução de gordura, regularizando o funcionamento do intestino e combatendo a retenção de líquidos.
Nada disso me convenceu. Continuo apaixonada pela rusticidade das bromélias e pela complexidade das orquídeas. Afinal, o amor verdadeiro não se corrompe, não é mesmo?

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